sábado, 15 de novembro de 2014

Alfabetização e tecnologia

Cada vez mais escolas têm computadores e lousas digitais à disposição. Saiba como incluir esses e outros recursos no planejamento de atividades desafiadoras


Lápis e papel. Houve uma época em que esses eram os utensílios disponíveis para escrever, tanto na escola como fora dela. Com o passar do tempo, as máquinas de datilografar, primeiro, e os computadores, depois, foram invadindo os mais diversos ambientes, mas não a sala de aula. Uma pena. Se equipamentos desse tipo fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas, que os usam socialmente para redigir, não há porque ignorá-los em atividades de alfabetização. Felizmente, a tendência é que isso mude com a informatização das escolas. Há dez anos, 16% delas tinham computador para uso dos alunos e 12% contavam com acesso à internet - só na opção discada -, conforme dados do Ministério da Educação (MEC). Em 2012, eram 57% com micros para uso didático, 52% deles conectados à rede. O recurso deve chegar a todas as escolas nos próximos anos, razão para que você esteja preparado para usá-lo da melhor forma. 

É preciso estar atento, porém, a um ponto: a presença da tecnologia não é garantia de aprendizagem. Não bastam laptops à disposição na sala, por exemplo, se eles só são usados para jogos - esses aplicativos certamente chamam a atenção da meninada, mas poucos proporcionam desafios e reflexões sobre a leitura e a escrita. Mesmo quem não sabe ler e escrever, acredite, pode enfrentar o computador em atividades com foco na alfabetização. Afinal, muitas crianças aprendem as letras em um teclado e todas podem usá-lo para grafar palavras da maneira que sabem, mesmo que não seja convencionalmente. 

A argentina Ana Teberosky destaca no livro Contextos de Alfabetização Inicial (176 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 48 reais) que diante do teclado o aluno usa as duas mãos para digitar e, em vez de traçar grafias, deve escolher uma das opções para apertar: estão à disposição dele todas as letras possíveis para compor uma palavra (um conjunto finito com uma disposição diferente da alfabética). As peculiaridades continuam: o computador permite relacionar as letras impressas no teclado com as imagens que aparecem na tela e escolher formatos variados.


Os recursos tecnológicos não são a salvação para o déficit do conhecimento em leitura e escrita, conforme afirma Emilia Ferreiro, psicolinguista argentina radicada no México. Para ela, no entanto, com a ajuda deles ocorrem práticas que levam à alfabetização "que corresponde ao nosso espaço e tempo". No livro O Ingresso na Escrita e nas Culturas do Escrito (488 págs., Ed. Cortez, tel. 11/3611-9616, 65 reais), ela destaca algumas contribuições das tecnologias para o ensino: deixam mais acessível uma grande diversidade de textos (o que é essencial para alfabetizar), dão mais autonomia ao aluno (já que ele tem à disposição ferramentas que apontam falhas na escrita independentemente das indicações do professor, como corretores ortográficos) e reforçam a ideia de que professores ou livros didáticos não são a única fonte de informação. 

"Com o bom uso da tecnologia, aliado aos outros recursos, a criança tem mais uma possibilidade de entrar em contato com os desafios dessa fase", afirma Nanci Folena Pereira Sousa, chefe da Seção de Laboratório e Educação Tecnológica da prefeitura de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. As possibilidades são muitas. Nas páginas seguintes, apresentamos projetos didáticos e atividade permanente realizados com sucesso na pré-escola e no 1º ano, em que são usados programas como jogos, o Word e o PowerPoint, e equipamentos como a lousa digital e o Datashow, além da internet. Para que a turma cumpra bem os desafios e avance, você verá, o professor deve continuar realizando um planejamento cuidadoso e intervenções adequadas a cada momento. Os estudantes, por sua vez, seguem refletindo sobre o sistema de escrita, discutindo com seus pares e pedindo informações ao educador sempre que necessário. Enfim, uma alfabetização adequada aos dias de hoje.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014





Para que servem as calçadas?

Algumas situações nos chamam a atenção pelo desrespeito, e ao mesmo tempo nos faz analisar sobre nossa conduta na sociedade,  fotografar e comentar fotos da minha cidade me fez refletir, pois a cada foto percebia o abuso por parte de alguns, que parecem não se dar conta de que determinadas atitudes podem prejudicar pessoas.
Comecei pela minha rua e logo identifiquei calçadas obstruídas como se não fizesse a menor diferença. Neste instante lembrei da minha mãe dizendo: __ filha ande na calçada a rua é muita perigosa. Mas como andar nas calçadas se elas estão todas tomadas por materiais de construção, motos, mesas e cadeiras? Difícil de acreditar mas é a pura verdade, por todo o lado vi calçadas cheias de entulhos, calçadas sem a menor condição de serem usadas pelos pedestres, lugares que nem sequer tinham calçadas, onde o pedestre divide o espaço da rua com os veículos, caminhando lado a lado com os mesmos.
Diante de tantas situações de falta de respeito, ainda temos os deficientes visuais que para se locomoverem depende do caminho a sua frente livre para caminhar, para eles esses fatos não são somente obstáculos, mas um perigo, uma verdadeira armadilha.
É preciso conscientizar a população da importância das calçadas para crianças, jovens, idosos e principalmente os deficientes, que precisam ter garantido o seu direito de ir e vir, a sua liberdade de ação que diante desses fatos ficam impedidos de andar com o mínimo de segurança. É preciso que as leis façam valer esse direito punindo aqueles que insistem em desrespeitar.



Com a leitura de Mídias e mediação escolar de Maria Izabel Orofino, percebemos os desafios enfrentados pelas escolas no dia a dia e acima de tudo a importância das mídias na educação como ferramenta que contribui para o desenvolvimento no campo do conhecimento propiciando a utilização da crítica, estimulando aquisição de novas aprendizagens.

É preciso pensar o espaço ocupado pela mídia nos dias atuais, sua influência dentro da escola, como nos diz Maria Isabel Orofino, “não existe formula pronta como o fazem os receituários ou manuais de instrução”, na verdade estamos buscando trabalhar dentro do contexto real que se nos apresenta a sociedade. Enquanto umas escolas possuem tecnologias de última geração (painel interativo) outras usam a tecnologia do quadro negro, a única mídia disponível. Diante destas realidades tão distintas cabe ao professor lançar mão recursos que possam fazer do aprendizado um momento prazeroso e significativo.

A escola sem dúvida é um local de mediações, e muitas vezes subestima o seu papel, talvez por medo ou mesmo despreparo dos profissionais da educação. Todo esse processo de globalização que vem acontecendo assustadoramente na sociedade e que reflete dentro da escola, não como processo de aprendizagem, mas como momento espontâneo sem qualquer direcionamento, exemplo disto é o momento do recreio. Com essa atitude a escola foge a responsabilidade de educar no contexto da realidade em que os alunos estão inseridos, o que nos faz acreditar que a escola precisa adotar medidas em que as tecnologias possam. estar inseridas no contexto pedagógico.

terça-feira, 11 de novembro de 2014



 O uso das mídias nas escolas


Com a leitura de Mídias e Mediação Escolar de Maria Izabel Orofino, percebemos os desafios enfrentados pelas escolas no dia a dia e acima de tudo a importância das mídias na educação como ferramenta que contribui para o desenvolvimento no campo do conhecimento propiciando a utilização da crítica, estimulando aquisição de novas aprendizagens.

É preciso pensar o espaço ocupado pela mídia nos dias atuais, sua influência dentro da escola, como nos diz Maria Isabel Orofino, “não existe formula pronta como o fazem os receituários ou manuais de instrução”, na verdade estamos buscando trabalhar dentro do contexto real que se nos apresenta a sociedade. Enquanto umas escolas possuem tecnologias de última geração (painel interativo) outras usam a tecnologia do quadro negro, a única mídia disponível. Diante destas realidades tão distintas cabe ao professor lançar mão recursos que possam fazer do aprendizado um momento prazeroso e significativo.

A escola sem dúvida é um local de mediações, e muitas vezes subestima o seu papel, talvez por medo ou mesmo despreparo dos profissionais da educação. Todo esse processo de globalização que vem acontecendo assustadoramente na sociedade e que reflete dentro da escola, não como processo de aprendizagem, mas como momento espontâneo sem qualquer direcionamento, exemplo disto é o momento do recreio. Com essa atitude a escola foge a responsabilidade de educar no contexto da realidade em que os alunos estão inseridos, o que nos faz acreditar que a escola precisa adotar medidas em que as tecnologias possam. estar inseridas no contexto pedagógico.